O vocalista dos Queen, Freddie Mercury, morreu há precisamente 20 anos, no dia 24 de Novembro de 1991.
Mercury, que nasceu em 1946 no Zanzibar (agora parte da Tanzânia) com o nome indiano de Farrock Bulsara, tinha 45 anos quando sucumbiu a complicações derivadas do Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA).
Tido como um dos maiores performers de sempre, Bulsara começou a ser chamado de Freddie ainda no liceu em Bombaim, na Índia, mudando o apelido para Mercury quando propôs a Brian May e Roger Taylor que mudassem o nome da sua banda de Smile para Queen. Estávamos nos inícios dos anos setenta e em Inglaterra, país para onde a família Bulsara emigrou depois do Zanzibar se tornar politicamente instável. Depois do recrutamento de John Deacon, os Queen gravaram em 1973 o disco homónimo de estreia e logo atingiram sucesso no seu país. Seguiu-se "Queen II", mas foram "Sheer Heart Attack" e "A Night at the Opera" que levaram os Queen à fama global.
Num mundo em tumulto onde a orientação sexual ganhou dimensão política, Mercury assume desde cedo a sua homossexualidade. O facto do líder de uma das maiores bandas de rock afirmar publicamente a sua orientação sexual foi um passo muito importante para o esforço pelos direitos iguais para com os homossexuais, embora Mercury não tenha tomado como sua a causa.
A banda viria a gravar mais dez álbuns, incluindo 'Innuendo', o último disco a contar com Mercury.
No final dos anos 80, o vocalista voltou a estar no centro da polémica porque escondeu durante muito tempo o facto de estar infectado com o vírus da SIDA. Durante este período, os media perseguiram o cantor devido ao fim dos concertos dos Queen. De acordo com o seu parceiro, Jim Hutton, Mercury contraiu o vírus em 1987, mas só em 1990 é que a imprensa publica que Mercury estava gravemente doente. A informação é recusada pelo cantor, apesar de aparecer muito fraco em acções como o vídeo para 'These Are the Days of Our Lives' - que acabou por ficar para a história como o conjunto de últimas imagens filmadas de Mercury.
Só no dia 22 de Novembro de 1991 é que Mercury confirmou ao público que tinha contraído o vírus da SIDA. Pouco mais de 24 horas depois, o cantor faleceu na sua casa em Kensington devido a uma broncopneumonia.
As homenagens fúnebres do ícone fizeram parar a Inglaterra, numa manifestação de carinho público que só viria a ser superado em 1997, no funeral da Princesa Diana.
May e Taylor já confirmaram que a voz de Freddie Mercury vai voltar a ser ouvida em breve. A dupla está a preparar um novo disco dos Queen com gravações inéditas do mítico intérprete.
Hoje, 20 anos depois, a memória de Mercury continua muito forte nos fãs dos Queen e nos apreciadores de música.
fonte: cotonete.clix.pt
R8
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